terça-feira, 2 de março de 2010

andarilho

Não pergunte por mim,
eu não estarem aqui
vou cansar de tanto me apaixonar,
o amor me maltratar.

um dia saírei pelo mundo
com violão,caneta,caderno
vou sair rodando o mundo
vendo a natureza morta da cidade,
andando de bar em bar,
declamando e cantando,
as minhas tristezas e os meus amores.

Levando a saudade no peito,
esquecerei da dor,da solidão,do vazio,
deixarei a saudade pra trás
serei um homero da vida
e direi que foi por causa dela.

Foi o amor que me fez assim
um poeta sem rumo na vida,
carregando a dor no peito.

serei um andarilho do amor
dormindo sob o luar,
as estrelas são as minhas únicas compainha,
deste hotel cinco estrelas.

se perguntarem por mim,
diga que fui morar no mar,
ver as ondas vindo e indo,
dormindo na areia neste luar.

se falarem de mim,
diga que estou andando sem rumo,
vivendo de trocado de lá,
levando a saudade no peito.

se perguntarem de mim,
diga,não estou mas aqui,
indo ao espaço do tempo,
nadando na maré da vida,
e se falarem de mim,
diga que estou em outra estação.

não me pergunte o motivo,
foi um amor não correspodido
de cidade em cidade,
andando pra esquecer ela.

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