domingo, 7 de março de 2010

Ao sabor das intertextualidades da obra::
Trapo é um poeta farto do lirismo comedido,
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Está farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas, é o que exclama trapo
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Está farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare


— Não quer mais saber do lirismo que não é libertação."
Não te quero mais.
Quero te ver seca, morta, arreganhada e sorridente
como a carcaça de um boi.
Não me provoques.
Não venhas de soneto
não inventes novidades
não redescubras Mallarmé, sequer Homero,
meta no rabo teus computadores e teu seiscentismo
quero te ver desdentada e em pânico
ave nua e morta.

Ao diabo com tua retórica!
Vou ser grosso que nem um bicho.
O que eu quero é comer tua filha gostosa
Que logo vem me atentar
cristovão tezza

sábado, 6 de março de 2010

Mar nos Olhos

Mar nos Olhos
(Fred Nascimento e Gian Fabra)

Quieta é a tarde tentando ouvir a nossa conversa
No que nós deixamos de fazer o que nos completa
O sol se dispersa ao refletir nos seus cabelos
Você com um mar nos olhos querendo desaguar

Os seus olhos em mim parecem um raio que me atravessa
Eu fico suspenso no ar, nada mais me interessa
É a porta aberta que me mantém aprisionado
Eu fico com um mar nos olhos querendo desaguar

Queria te encontrar mesmo que fosse num sonho
Queria te tocar mesmo que fosse pela última vez

E eu vi o amor passar devagar pela minha janela
Pode ser que demore pra ela voltar, o amor não tem pressa
Como um segredo que a gente confessa
O amor tem um mar nos olhos querendo desaguar
queria esquecer que se apaixonar machuca,queria esquece de quem sou,queria voar,andar sem rumo por aí.
queria conhece os países mais distante,viver só com alegia,fugir da solidão e do vazio,correr da tempestade e da falta de carinho,queria conhecer todos os horizontes,mistérios,pessoas,culturA,,religião,países,queria ser feliz.
eu tava pensando que sonhar é bom ,nos faz ir ao horizonte ,,e lá de cima ,,percebemos ,,o quanto somos pequenos.
messias reis

quinta-feira, 4 de março de 2010

poema urbano

O horizonte feito de concreto,
O ar polui o meu pulmão
A paisagem da cidade é morta,
Entre tantos carros e indústria,eu.

Entre tantas figuras na multidão
Entre carros e pessoas,
Há uma figura triste no meio da multidão,
Entre tanta solidão,eu.

Entre tantos apaixonados,
Os que realizam sua paixão,
Entre tantos sofredores apaixonados,eu.

Sob as construção dos prédios,
Levantando tijolos e tijolos
Na batalha da sobrevivência da cidade,
Entre tantas pessoas batalhando,eu.

Na selva da cidade
Na balada e na cultura
Entre diversão e solidão
Entre eles,eu.

Cercado de violência
Medo por todos os lados
Deus proteja todos nós
Entre tanta fé,eu.

no meio de tantas pessoas
O destino cruza os caminhos,
No meio de tantos sonhos e esperança,
No meio deles,eu.

pensamentos complexo

penso em você
todos os lugares
estar na minha mente,
nos meus sonhos.

você não enxergar
o meu tosco coração
eu sou pra você
alguém mais então.

nos meus sonhos
crio o enredo
escrevo a história
de nós dois.

na realidade real
não acontece nada
sou mais um
que quer seu amor.

nem importante
pra você sou,
estou distante disso
estou na deriva.

eu sou um romântico
você a poesia
eu a solidão.

rezo nas noites
pra voce ser feliz então
que o sol brilhe pra você.

quando lembrar
de mim então,
estarem aqui,
no mesmo lugar.

terça-feira, 2 de março de 2010

andarilho

Não pergunte por mim,
eu não estarem aqui
vou cansar de tanto me apaixonar,
o amor me maltratar.

um dia saírei pelo mundo
com violão,caneta,caderno
vou sair rodando o mundo
vendo a natureza morta da cidade,
andando de bar em bar,
declamando e cantando,
as minhas tristezas e os meus amores.

Levando a saudade no peito,
esquecerei da dor,da solidão,do vazio,
deixarei a saudade pra trás
serei um homero da vida
e direi que foi por causa dela.

Foi o amor que me fez assim
um poeta sem rumo na vida,
carregando a dor no peito.

serei um andarilho do amor
dormindo sob o luar,
as estrelas são as minhas únicas compainha,
deste hotel cinco estrelas.

se perguntarem por mim,
diga que fui morar no mar,
ver as ondas vindo e indo,
dormindo na areia neste luar.

se falarem de mim,
diga que estou andando sem rumo,
vivendo de trocado de lá,
levando a saudade no peito.

se perguntarem de mim,
diga,não estou mas aqui,
indo ao espaço do tempo,
nadando na maré da vida,
e se falarem de mim,
diga que estou em outra estação.

não me pergunte o motivo,
foi um amor não correspodido
de cidade em cidade,
andando pra esquecer ela.

altos e baixos

passei a vida de repente
percebi que a vida surgiu
com momentos alegremente
sou irmão do vento e do mar,
moro em fevereiro,e amo a taylandia
nasci pra essa vida a sonhar,
vou enfrentar tempestades e vendavais,
do nordeste a espanha,
lutando contra dragões e monstro
pra chegar no amor.

tenho paz de espirito e com
muita razão uso a emoção,
e a sinceridade deste o racional,
modestamente percebi que não sou deste lugar.

meu coração é cheio de espinho,
sou tão machucado por dentro,
tão quebrado e tão triste,
que percebi o que me matar por dentro,
é um sentimento profundo que me jogar no abismo.

estaria de escrever as palavras,
que esse poema precisa,
vou escrever então que viva a vida.

viva a poesia,viva o mar,
viva a nossa solidão sem fim,
viva o nosso amor rejeitado por todos,
viva a vida,viva a alegria.

POEMA DE MESSIAS REIS E RAMON

segunda-feira, 1 de março de 2010

diz que fui por ai

Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela
fernada takai